Zé Roberto espera por Fabíola e só deve fechar grupo às vésperas dos Jogos

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A definição das 12 atletas da Seleção Brasileira feminina de vôlei que estarão nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 deve ocorrer a poucos dias da estreia da equipe na competição. O técnico José Roberto Guimarães ainda espera a levantadora Fabíola se integrar ao grupo e planeja adiar o máximo possível a escolha de suas atletas.

Diferentemente da maioria das competições da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), em que são inscritas 14 jogadoras por equipe, nas Olimpíadas cada time pode contar com 12 atletas. Zé Roberto convocou 19 para o período de preparação e acabou perdendo Monique, que pediu dispensa por motivos pessoais.

"Definição só dentro dos Jogos Olímpicos, no último dia. Em algumas posições, você tem que levar mais jogadoras até o final porque se acontece alguma coisa é muito difícil reconvocar, às vezes a jogadora está de férias. Infelizmente essa é a realidade para quem for cortada. Vamos levar até o final, quase dentro da Vila Olímpica, até a hora que precisar apresentar a relação para a FIVB", explicou o treinador.

Uma das principais dúvidas de Zé Roberto é na posição de levantadora - o técnico convocou quatro e só levará duas. Fabíola deu à luz a sua segunda filha em 19 de maio e ainda precisa concluir a recuperação do parto para começar a treinar. A atleta, que manteve uma rotina de exercícios técnicos e físico durante a gravidez, deve se apresentar no Centro de Desenvolvimento do Vôlei, em Saquarema, dia 15 de junho para começar a disputar vaga no grupo com Roberta e Naiane. Dani Lins, titular, tem seu lugar garantido no time.

Fabíola trabalhará em Saquarema com a Seleção Brasileira sub-22, já que o time principal estará no exterior disputando o Grand Prix - a equipe é comandada pelo técnico Wagão. Zé Roberto ainda deve colocar a levantadora brasiliense, cortada do grupo de Londres 2012, para atuar em alguns amistosos preparatórios antes de definir sua reserva para as Olimpíadas do Rio.

"Vamos observando o feedback que o Wagão vai dar e a forma que ela vai adquirindo. Tem uma coisa, a Fabíola é privilegiada com o físico. É rápida de perna, magra. É uma menina que sempre se cuidou, nunca fumou e não bebe. Isso ajuda na recuperação", explicou o treinador.

A única competição da Seleção antes dos Jogos Olímpicos é o Grand Prix, em que estreia na quinta-feira, 9 de junho, contra a Itália no Rio de Janeiro. A partida é válida pelo Grupo B, realizado na cidade-sede das Olimpíadas e que ainda conta com Sérvia e Japão.

Entre 17 e 19 de junho, o Brasil joga na China contra as donas da casa, Sérvia e Bélgica. De 24 a 26 do mesmo mês enfrenta na Turquia a equipe anfitriã, Itália e Bélgica. As seis melhores equipes da fase classificatória disputam o título do Grand Prix de 6 a 10 de julho, em Bangcoc, na Tailândia.

"O mais importante é ver o parâmetro do nosso time em relação aos outros, e das jogadoras, o que elas vão apresentar. São testes que vamos fazer para analisar como cada uma pode ajudar o time para compor a melhor equipe para as Olimpíadas", explicou Zé Roberto.



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